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outubro 28, 2011

Caramuru - A Invenção do Brasil



Caramuru é um poema épico que conta a história da Bahia e o retrato do desenvolvimento do Brasil nos seus primeiros anos, lá por 1500, escrito por Frei José Santa Rita Durão. O heroi é Diogo Álvares Correia, náufrago português de uma embarcação francesa, entre 1509 e 1510.
Em seu primeiro contato com os indígenas da tribo Tupinambás, Diogo teria disparado sua arma de fogo e ganhado o respeito dos índios e o nome de Caramuru, filho do trovão. O chefe dos Tupinambás oferece sua filha, Paraguaçu, para Diogo. Quando eles se casaram na França, ela foi batizada, recebendo o nome de Catarina Álvares Paraguaçu.
Conhecedor dos costumes locais, Diogo viveu 50 anos com os índios, facilitando o contato entre eles e os primeiros colonizadores.
Caramuru virou série e logo depois filme em 2000. Sem dúvida, é um dos meus filmes prediletos.



Caramuru – A Invenção do Brasil de Guel Arraes (mesmo diretor de Auto da Compadecida) é um filme super leve, ótimo para dar boas risadas; histórico, sem ser maçante.
Selton Mello, Camila Pitanga, Déborah Secco, Débora Bloch e grande elenco, todos estão perfeitos nesse filme.
A cena em que Paraguaçu vê uma escada pela primeira vez é hilária – ela não sabe se é para subir ou para descer. "Mas porque o chão daqui da frente é todo dobrado?"
Eu adoro filmes assim. Inteligentes, criativos e até poéticos.
E, eu adoro o Selton Mello. Caramuru, Auto da Compadecida, Lisbela e o Prisioneiro não podiam ser com mais ninguém a não ser ele; adoro o lirismo dos personagens.
Caramuru é tudo que um filme deve ser para atrair audiência sem se tornar comercial demais – ainda bem. Intrigas, amor, triângulo amoroso, situações inusitadas, humor e grande elenco da Rede Globo, rs
Eu gosto ainda mais desse filme porque pude dizer pessoalmente para a Camila Pitanga como ela estava m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a, quando a encontrei no Jardim Botânico.

“Onde é que eu estou?”
“Você? Você tá com o pé em cima. Como eu posso ver?”

É muito curioso ver a representação das primeiras trocas de mercadorias por aqui: uma barraca na praia. E quando Paraguaçu e Diogo voltam da França, essa troca está ainda mais intensa e Moema, irmã da índia, só quer saber de ser amante e não esposa. Amante de português, francês, italiano...
Eu não consegui achar o filme para baixar, mas acabou que meu pai já tinha. Também achei no youtube.   
Quem aí também está louco para ver O Palhaço, novo longa do Selton Mello, escrito e dirigido por ele?